Aos nossos mais implacáveis
adversários, diremos: “Corresponderemos à vossa capacidade de nos fazer
sofrer com a nossa capacidade de suportar o sofrimento. Iremos ao
encontro da vossa força física com a nossa força do espírito. Fazei-nos o
que quiserdes e continuaremos a amar-vos. O que não podemos, em boa
consciência, é acatar as vossas leis injustas, pois tal como temos
obrigação moral de cooperar com o bem, também temos a de não cooperar
com o mal. Podeis prender-nos e amar-vos-emos ainda. Assaltais as nossas
casas e ameaçais os nossos filhos, e continuaremos a amar-vos. Enviais
os vossos embuçados perpetradores da violência para espancar a nossa
comunidade quando chega a meia-noite, e, quase mortos, amar-vos-emos
ainda. Tendes, porém, a certeza de que acabareis por ser vencidos pela
nossa capacidade de sofrimento. E quando um dia alcançarmos a vitória,
ela não será só para nós; tanto apelaremos para a vossa consciência e
para o vosso coração que vos conquistaremos também, e a nossa vitória
será dupla vitória”. O amor é a força mais perdurável do mundo. Este
poder criador, tão belamente exemplificado na vida de nosso Senhor Jesus
Cristo, é o instrumento mais poderoso e eficaz para a paz e a segurança
da humanidade. Diz-se que Napoleão Bonaparte, o grande gênio militar,
recordando a sua anterior época e conquistas, teria observado: “Tanto
Alexandre como César, Carlos Magno ou eu próprio, criamos grandes
impérios. Mas onde se apoiaram eles? Unicamente na força. Jesus, há
séculos, iniciou a construção de um império fundado no amor, e vemos
hoje ainda milhões de pessoas que morrem por Ele”. Ninguém pode duvidar
da veracidade dessas palavras. Os grandes chefes militares do passado
desapareceram, os seus impérios ruíram e desfizeram-se em cinza; mas o
império de Jesus, edificado solidamente e majestosamente nos alicerces
do amor, continua a progredir. Começou por um punhado de homens
dedicados que, inspirados pelo Senhor, conseguiram abalar as muralhas do
Império Romano e levar o Evangelho ao mundo todo. Hoje, o reino de
Cristo na terra compreende mais de um bilhão de pessoas e reúne todas as
nações ou tribos. Ouvimos hoje de novo a promessa de vitória:
Jesus há de reinar enquanto o sol fizer sua viagem cada dia;
o seu Reino irá de costa a costa até que a lua deixe de mudar.
A que outro coro, alegremente, responde:
Não há em Cristo Leste ou Oeste, n’Ele não há Norte nem há Sul, mas a grande unidade do Amor por toda a vasta terra inteira.
Jesus tem sempre razão. Os esqueletos das nações que o não quiseram ouvir enchem a História. Que neste século vinte, nós possamos escutar e seguir as suas palavras antes que seja tarde demais. Possamos nós também compreender que nunca seremos verdadeiros filhos do nosso Pai do céu sem que amemos os nossos inimigos e oremos por aqueles que nos perseguem.
Jesus há de reinar enquanto o sol fizer sua viagem cada dia;
o seu Reino irá de costa a costa até que a lua deixe de mudar.
A que outro coro, alegremente, responde:
Não há em Cristo Leste ou Oeste, n’Ele não há Norte nem há Sul, mas a grande unidade do Amor por toda a vasta terra inteira.
Jesus tem sempre razão. Os esqueletos das nações que o não quiseram ouvir enchem a História. Que neste século vinte, nós possamos escutar e seguir as suas palavras antes que seja tarde demais. Possamos nós também compreender que nunca seremos verdadeiros filhos do nosso Pai do céu sem que amemos os nossos inimigos e oremos por aqueles que nos perseguem.
Martin Luther King, Jr. (1929-1968)
Fonte : http://www.williamdouglas.com.br/divina.php

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